Friday, July 16, 2004

Em vão...

Em vão...
todos os silêncios perdidos,todas as horas gastas,saturadas,impregnadas de ti.
todos os olhares vazios,todos os sorrisos esquecidos,toda a saudade que mata...tudo!
tudo em vão...
Não te digo Adeus,despedir-me de ti seria admitirque um dia poderia esquecer-te...
Vou apenas apagar da memóriao calor dos teus lábios,a ternura do teu toque,o som dos teus passos...
E vou matar-me,quantas vezes for preciso,até rasgar por completo todas as memórias...
Vou calcar e esquecer a mágoa que deixaste,cultivar o coração que abandonaste,deserto árido , perdido entre véus e sombras de melancolia.
Odeio amar-te tão perdidamente,tão insanamente...
Escondeste em cada canto,em cada sombra,em cada partícula de vida e morte que há em mim...
Vai-te,deixa-me viver!quero ser o que nunca fui...
quero ser livre e sorrir,quero sentir o sabor da frescura matinal,sorrir ao espelho,quebrado pelo tempo...
acordar todos os meus sentidos e apenas ... viver!
Ser e não Ser...Viver ou apenas Morrer...não interessa,não quero saber!
Quero esticar o braço e alcançar a lua...
Quero ser o nada,Quero o impossivel, o inalcançavel!
Ser...a perdida,a achada,a ignorada,a vencedora...a falhada!
Ser tudo...e não ser Nada.

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