Friday, July 16, 2004

Os meus colares de pérolas fingidas

Revejo-me em cada silêncio que sufoca,em cada palavra calada,em cada sofrer sem sofrimento,em cada querer sem vontade,em tudo,ou apenas em nada.Acendo nos dedos as memórias,esquecidas pelo próprio esquecimento.Arranco do pescoço uma mão que me sufoca.Depois viro a mão e a imagem fica diferente!Maldito este sonho sôfrego,que me destrói...Com as minhas próprias mãos,me estrangulo.Passa tudo isso, e nada de tudo isso me diz nada,esta reflexão que me embala,entre ecos de vozes incógnitas...Estou lúcida e triste,como um dia frio.

2 Comments:

Blogger Martín Palacio said...

Gosto dos teus textos, e por momentos me lembra um pouco á poesia barroca, com esse jogo de antítese (morro sem morrer em mim, diria o poeta espanhol Juan de la Cruz). Também sinto muita afinidade com a tua percepçâo do mundo. Estou lhe escrevendo desde Buenos Aires e gostaria de que venhas a vistar um dos meus blogs, Nigredo. Vai as minhas saudaçôes e espero notícias suas
Martín

April 17, 2006 at 3:36 AM  
Blogger Darkann said...

tb eu...

December 18, 2006 at 12:45 PM  

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