Friday, July 16, 2004

Quando eu morrer...

Quando eu morrer não quero campa,nao quero lápidemuito menos uma cruz...
Quando eu morrer quero ser lançada ao mar,queimada,atirada ao vento,ou atirada para uma vala...
Não quero um caixao!Nao preciso dele...
Assim como não quero um funeral,nem lutos,nem lágrimas.
Nem amor,nem beijos...não mais do que tive em vida!
Quando eu morrer,não quero amor...
Quando eu morrer,não quero flores...
Quando eu morrer,não quero amigos...
Quando eu morrer já não preciso!
Não quero que me lembrem,não quero que pensem em mim,não quero que me peçam desculpas,que me lamentem,que me agradeçam,Não!
Não quero que me compreendam...Se não o fizeram em vida,não tentem depois.
Aí já não adianta, já de nada serve...
Quero que me amem,quero que me odeiem,quero que me ignorem,que me deixem,não quero que a morte seja diferente,da morte em vida...
Não quero velas nem memórias!Quando eu morrer,quero morrer!
Deixar de ser...Quero desprender-me,tenha ou não encontrado,tenha sido ou não feliz,sozinha ou nem por isso,no caminho certo ou errado,cega ou vendada,em nascimento ou já morta!
Quando eu morrer quero acabar de uma vez,apodrecer nas águas do mar,perder-me espalhada no ar...A morte é o último acto de vida!
Nesse último momento quero sentir um alívio enorme...
Não quero Céu nem Inferno,quero que a minha alma morra com o meu corpo,quero o nada...quero o NADA,Que por muito doloroso o deixe assim de ser.
Quando eu morrer não quero que me fechem os olhos,já os fexei muitas vezes em vida.
Não quero descansar em paz!
E se tiver que morrer sem ter vivido,quero que todas as nuvens tenham um pouco do meu cinzento,quero que todas as gotas de chuva tenham um pouco das minhas lágrimas,quero que todas as catástrofes e tempestades tenham toda a minha raiva,quero que todas as noites sejam o meu luto...
E se tiver que morrer sem ter vivido,quero ser egoísta ao ponto de não desejar felicidade a ninguém,e de dizer : "puta de vida,a morte há-de ser melhor!"

3 Comments:

Blogger Starla said...

Muito bonito, mesmo.

January 10, 2005 at 9:15 PM  
Blogger j_andres2 said...

Jadis, si je me souviens bien, ma vie était un festin où s'ouvraient tous les coeurs, où tous les vins coulaient.

Un soir, j'ai assis la Beauté sur mes genoux. - Et je l'ai trouvée amère. - Et je l'ai injuriée.

Je me suis armé contre la justice.

Je me suis enfui. O sorcières, ô misère, ô haine, c'est à vous que mon trésor a été confié !


Je parvins à faire s'évanouir dans mon esprit toute l'espérance humaine. Sur toute joie pour l'étrangler j'ai fait le bond sourd de la bête féroce.

J'ai appelé les bourreaux pour, en périssant, mordre la crosse de leurs fusils. J'ai appelé les fléaux, pour m'étouffer avec le sable, avec le sang. Le malheur a été mon dieu. Je me suis allongé dans la boue. Je me suis séché à l'air du crime. Et j'ai joué de bons tours à la folie.

Et le printemps m'a apporté l'affreux rire de l'idiot.

Or, tout dernièrement, m'étant trouvé sur le point de faire le dernier couac ! j'ai songé à rechercher la clef du festin ancien, où je reprendrais peut-être appétit.

La charité est cette clef. - Cette inspiration prouve que j'ai rêvé !


"Tu resteras hyène, etc..." se récrie le démon qui me couronna de si aimables pavots. "Gagne la mort avec tous tes appétits, et ton égoïsme et tous les péchés capitaux."

Ah ! j'en ai trop pris : - Mais, cher Satan, je vous en conjure, une prunelle moins irritée ! et en attendant les quelques petites lâchetés en retard, vous qui aimez dans l'écrivain l'absence des facultés descriptives ou instructives, je vous détache des quelques hideux feuillets de mon carnet de damné.
---UNE SAISON EN ENFER, ch.1, Arthur Rimbaud

Afuera de las linguas latins, no se puede encontrar tanto amor en tan letras tragicas, como gritos sobre humana...

September 15, 2006 at 9:37 PM  
Blogger Dumb said...

Quando eu morrer quero deixar de ser. Só. Não de existir...

June 16, 2007 at 8:41 AM  

Post a Comment

<< Home